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Cras Jerubiaçaba planta sonhos em ASP por meio de oficinas

Série de matérias destaca histórias de pessoas que encontraram novos caminhos profissionais e pessoais

 

Mudar de vida parece algo difícil e distante. Mas adquirir conhecimento, conhecer pessoas e buscar empreender pode ser mais acessível através de políticas públicas que contribuam com o desenvolvimento dos cidadãos. Essa é a proposta do Cras (Centro de Referência a Assistência Social) de Águas de São Pedro, ligado à Secretaria de Promoção Social e Termal. Na série de matérias Cras Jerubiaçaba: Construindo Caminhos serão apresentados alguns casos especiais sobre o nascimento de novas realidades. Serão quatro textos semanais com histórias diversas, começando com o trabalho do órgão público por meio das oficinas e trajetória de Irani Jensei.

Aprender é um passo importante para quem busca uma nova perspectiva profissional e pessoal. Tudo pode começar com aquela pequena vontade que você nunca teve a coragem de concretizar. Acreditar nela como possível é fundamental. Este foi o caso de Irani Jensei, 54 anos. Ela uniu seu amor à natureza aos seus desejos por uma ocupação e fonte de renda quando decidiu fazer a oficina de Horta – oferecida pelo Cras e ministrada por Marcelo Alves, também organizador do projeto Plantando Sonhos.

Com a companhia do marido, Osvaldo Jensei, Irani descobriu uma nova forma de alimentação: natural, orgânica, de produção própria; bem como um negócio diferente, que lhe enche de entusiasmo por ser algo que ela é apaixonada. “Primeiro, construímos em nossa casa uma horta pequena. A vizinha viu, se encantou e então nos convidou para plantar no seu terreno, um local com cerca de 500 metros”. Além de pagar pelo serviço de cuidar deste espaço, o casal ainda pode colher e vender alguns dos produtos que cultivam. “Eles estão crescendo e produzindo de maneira linda. Já vendemos para várias pessoas”.

No local nasceu couve, alface, almeirão, chuchu, muitos temperos, entre outros cultivos. A conquista é resultado do aprendizado e da dedicação da aluna. “Logo no começo já decidimos colocar em prática nossas aulas. Foram quatro meses de curso e muitos resultados positivos”, relatou. Segundo a agricultora, todos os dias eles regam e transmitem muito carinho para a plantas, que respondem de maneira “maravilhosa”.

A possibilidade de renda para Irani foi surpreendente e muito bem-vinda – ela inclusive já recebeu convite para desenvolver uma horta hidropônica.  Todavia, em seu caso, o principal benefício está em poder ter contato com a natureza. “Incentivo a toda população fazer este curso. É muito bom ver as plantas crescerem e nos alimentarmos delas”. Atualmente, Irani está no curso do Cras de Vivência em Horta, um segundo passo para quem já fez a iniciação. Ela aconselha aos interessados em obter rendimentos com este negócio, para que acreditem nesta oportunidade. “Existe potencial de renda, especialmente aqui em Águas de São Pedro, que tem uma terra muito fértil e boa para o plantio. Eu vim confiante, com muito amor e recebi a melhor resposta do solo”.

 

CRAS – No primeiro semestre foram promovidas as oficinas de Designer de sobrancelhas, Manicure e Pedicure, Horta Orgânica, Bonecas de Pano, Aromas para Casa, Decoupage, Culinária e Customização. Atualmente, estão em andamento: Customização, Feltro, Biscuit, Penteado, Pintura em Gesso, Maquiagem, Horta Orgânica e Vivência da Horta, Doces e Compotas, e Reaproveitamento de alimentos; além da oficina anual de Corte e Costura. As oficinas acontecem nos três períodos (manhã, tarde e noite), com cerca de oito alunos por turma.

Conforme explicou a assistente social, Érika F. da Cruz, a proposta inicial das oficinas é a geração de renda, “um dos objetivos principais do Cras”. Porém, existe também outros benefícios. “Entre eles, a contribuição em resolver questões como a vulnerabilidade psicológica”. Há ainda pessoas que participam como forma de se socializarem.

A psicóloga do Cras, Silvia Helena Ferrero, pontuou justamente a importância do trabalho em conjunto. “Grupo é troca! Todos que participam aprendem e crescem juntos. Não apenas profissionalmente, mas no desenvolvimento humano como um todo. Coordenadores, instrutores e alunos são transformados positivamente nos encontros, as oficinas promovem mais que uma alternativa de renda, proporciona amizade e parcerias para além do Cras”.

 

 

Fotos

Legenda: (uma pessoa) Irani Jensei/ (duas pessoas) Assistente social, Érika da Cruz; e psicóloga, Silvia Helena Ferrero.

Créditos: Divulgação

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